A maioria tem muitos corações, mas lhe falta um coração.
Otto von Bismarck
Segunda-feira, Setembro 28, 2009
Terça-feira, Maio 12, 2009
Domingo, Março 15, 2009
Há coisas que me ultrapassam!
Há dias, e a propósito do então em curso Concurso Nacional de Professores, uma professora de uma das escolas onde dou aulas, mostrou os seus receios e dúvidas face ao preenchimento do formulário de candidatura. Disse-lhe que por vezes também me surgiam algumas dúvidas, mas que o site em questão dispunha de manuais de preenchimento com informações muito úteis e que, por esse motivo, não tinha de sentir qualquer receio. Não a consegui convencer, pois no final da conversa, apenas me disse que lá teria de perder novamente umas horas no Sindicato, para a ajudarem a concorrer. Posto isto só me pergunto: estariamos mesmo a falar de um concurso de professores para supostos professores ou de um concurso de professores para analfabetos?
Há mesmo coisas que me ultrapassam!
Domingo, Março 01, 2009
Associações culturais
As associações culturais, enquanto agentes de transmissão de identidade cultural e transformação social, adquirem extrema importância numa determinada região. O que torna realmente um concelho atractivo é, na minha opinião, a diversidade de ofertas em termos culturais. Desde bandas filarmónicas, ranchos folclóricos, grupos de teatro, marchas populares, clubes desportivos, entre outros, o importante é existir ofertas para todos os gostos, tentando chegar cada vez mais próximo da população.
O direito à livre associação constitui, assim, uma garantia básica de realização pessoal dos indivíduos enquanto seres sociais, e é pena que, actualmente, o associativismo tenha vindo a perder terreno na sociedade. São cada vez menos as pessoas que fazem parte de um grupo cultural, que dão um pouco de si em prol da comunidade em geral, sem que, para isso, tenham de receber algo em troca.
Sempre reconheci a importância das associações culturais na formação plena dos indivíduos, mas isso sou eu, que tive a sorte de ter pais que estiveram sempre ligados a associações e me incentivaram a isso. No entanto, e porque “não há bela sem senão”, não posso deixar de manifestar o meu total desagrado por alguns aspectos que vão caracterizando, de uma maneira geral, algumas associações e que prejudicam, a meu ver, o seu bom funcionamento e credibilidade das mesmas perante a população em geral. Sem mais rodeios, dizer que abomino todo e qualquer aproveitamento dos bens materiais das associações em benefício pessoal; todas aquelas pessoas que, por pertencerem à família ou serem amigas de elementos que fazem parte das colectividades, se acham no direito de acompanhar os grupos, sejam eles folclóricos, teatrais, ou o que quer que sejam, para qualquer sítio que vão, comendo e bebendo à custa do grupo ou da organização que os convidou, e achando-se com os mesmos (ou mais, até!) direitos do que os que dele fazem parte; todas aquelas pessoas que criam cargos que nunca existiram nas colectividades, ou que nunca foram necessários, apenas com o objectivo de fazerem incluir nos grupos pessoas que, de outra forma, nunca lhes pertenceriam.
Bárbara Quaresma (sócia executante de uma colectividade há dezassete anos, por mérito próprio, claro!)
O direito à livre associação constitui, assim, uma garantia básica de realização pessoal dos indivíduos enquanto seres sociais, e é pena que, actualmente, o associativismo tenha vindo a perder terreno na sociedade. São cada vez menos as pessoas que fazem parte de um grupo cultural, que dão um pouco de si em prol da comunidade em geral, sem que, para isso, tenham de receber algo em troca.
Sempre reconheci a importância das associações culturais na formação plena dos indivíduos, mas isso sou eu, que tive a sorte de ter pais que estiveram sempre ligados a associações e me incentivaram a isso. No entanto, e porque “não há bela sem senão”, não posso deixar de manifestar o meu total desagrado por alguns aspectos que vão caracterizando, de uma maneira geral, algumas associações e que prejudicam, a meu ver, o seu bom funcionamento e credibilidade das mesmas perante a população em geral. Sem mais rodeios, dizer que abomino todo e qualquer aproveitamento dos bens materiais das associações em benefício pessoal; todas aquelas pessoas que, por pertencerem à família ou serem amigas de elementos que fazem parte das colectividades, se acham no direito de acompanhar os grupos, sejam eles folclóricos, teatrais, ou o que quer que sejam, para qualquer sítio que vão, comendo e bebendo à custa do grupo ou da organização que os convidou, e achando-se com os mesmos (ou mais, até!) direitos do que os que dele fazem parte; todas aquelas pessoas que criam cargos que nunca existiram nas colectividades, ou que nunca foram necessários, apenas com o objectivo de fazerem incluir nos grupos pessoas que, de outra forma, nunca lhes pertenceriam.
Bárbara Quaresma (sócia executante de uma colectividade há dezassete anos, por mérito próprio, claro!)
Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009
Esquerda, by José Saramago
Temos razão, a razão que assiste a quem propõe que se construa um mundo melhor antes que seja demasiado tarde, porém, ou não sabemos transmitir às pessoas o que é substantivo nas nossas ideias, ou chocamos com um muro de desconfianças, de preconceitos ideológicos ou de classe que, se não conseguem paralisar-nos completamente, acabam, no pior dos casos, por suscitar em muitos de nós dúvidas, perplexidades, essas sim paralisadoras. Se o mundo alguma vez conseguir ser melhor, só o terá sido por nós e connosco. Sejamos mais conscientes e orgulhemo-nos do nosso papel na História. Há casos em que a humildade não é boa conselheira. Que se pronuncie bem alto a palavra Esquerda. Para que se ouça e para que conste.
Escrevi estas reflexões para um folheto eleitoral de Esquerda Unida de Euzkadi, mas escrevi-as pensando também na esquerda do meu país, na esquerda em geral. Que, apesar do que está passando no mundo, continua sem levantar a cabeça. Como se não tivesse razão.
Publicado em O Caderno de Saramago
Escrevi estas reflexões para um folheto eleitoral de Esquerda Unida de Euzkadi, mas escrevi-as pensando também na esquerda do meu país, na esquerda em geral. Que, apesar do que está passando no mundo, continua sem levantar a cabeça. Como se não tivesse razão.
Publicado em O Caderno de Saramago
Domingo, Fevereiro 08, 2009
Casamento entre homossexuais
Ultimamente, tem-se falado muito acerca dos casamentos entre homossexuais e, como tal, não posso deixar de, publicamente, dar a conhecer a minha bárbara opinião.
Ainda que muito específico em termos de finalidade, o casamento não deixa de ser, mesmo que tentemos mostrar o contrário, um tipo de contrato, como tantos outros, aliás, que assinamos ao longo da vida. Assim sendo, e partindo desse princípio, não posso deixar de abominar toda e qualquer discriminação baseada na orientação sexual que impede duas pessoas do mesmo sexo de o celebrarem.
Todos nós, sem excepções, temos o direito de contrair matrimónio com a pessoa que escolhemos. A não permissão de casamentos entre homossexuais demonstra uma total falta de respeito e tolerância que deve, urgentemente, ser contrariada por todos os Estados que se dizem laicos e democráticos.
O casamento tem de deixar de ser encarado numa perspectiva tradicionalista e religiosa, que apenas serve o fim da procriação, pois, por essa ordem de ideias, todos os heterossexuais que quisessem casar deveriam ser obrigados a ter filhos.
Ainda que muito específico em termos de finalidade, o casamento não deixa de ser, mesmo que tentemos mostrar o contrário, um tipo de contrato, como tantos outros, aliás, que assinamos ao longo da vida. Assim sendo, e partindo desse princípio, não posso deixar de abominar toda e qualquer discriminação baseada na orientação sexual que impede duas pessoas do mesmo sexo de o celebrarem.
Todos nós, sem excepções, temos o direito de contrair matrimónio com a pessoa que escolhemos. A não permissão de casamentos entre homossexuais demonstra uma total falta de respeito e tolerância que deve, urgentemente, ser contrariada por todos os Estados que se dizem laicos e democráticos.
O casamento tem de deixar de ser encarado numa perspectiva tradicionalista e religiosa, que apenas serve o fim da procriação, pois, por essa ordem de ideias, todos os heterossexuais que quisessem casar deveriam ser obrigados a ter filhos.
Sexta-feira, Janeiro 30, 2009
Engenheiro Areias
Simplesmente genial! Nunca pensei que uma canção infantil se pudesse coadunar tão bem com o nosso PM...
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